Romantização da pobreza

É romântico pensar na pobreza como uma forma nostálgica de simplicidade. E no dinheiro como algo que destrói famílias, complica a vida e afasta relações verdadeiras.

A romantização da pobreza é uma estratégia de alienação política e tem como principal objetivo a manutenção da desigualdade.

A narrativa do pobre feliz em ser pobre tem sido vendida e perpetuada na cultura e na mídia há séculos.

A mídia romantiza a pobreza todos os dias em notícias que transformam o sofrimento de pessoas em heroísmo e provas da meritocracia.

"O pobre não precisa de muito para ser feliz, já o rico, sim. Dinheiro não traz felicidade! Dinheiro pra quê? Melhor mesmo é ser rico em saúde e amor..." quantas frases como essas você já ouviu?

A miséria como experiência é explorada na moda, com editoriais que mostram moradores de rua. No turismo, com hotéis simulando barracas e favelas para ricos viverem dias de pobreza chique.

Falando em "pobreza chique", o termo virou "estética" instagramável e "poverty chic" tem mais de 7 milhões de menções no Google.

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