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BBB de homens – e a decadência do identitarismo

Uma #AnálisePop sobre a decadência do identitarismo no BBB e em nossas vidas.


Identitarismo, que eu apelidei de ativismo narcisista, é o ativismo que coloca as experiências, dores e necessidades individuais acima de tudo.



“Eu vivo isso, então eu sei melhor do que ninguém”.

“Você é diferente de mim, então não tem lugar de fala.”


“Cala a boca, privilegiado(a)…”


“A minha vitória é a vitória de todas as pessoas que se parecem comigo!”


“E, se você não pensa assim, então é _____ (insira: machista, racista, gordofóbico, transfóbico) e torce contra todo o meu ‘grupo'”. 



Para essas pessoas, elas representam uma causa inteira e a própria causa é, de longe, a mais importante e urgente de todas.

Portanto, não podem ser contrariadas e vão usar chantagem emocional política para garantir isso, mesmo em situações que são individuais e não coletivas. 

E o que isso tem a ver com BBB?

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Inspirar, Usar

Elitismo cultural: explicando

Elitismo cultural é a ideia de que só umas produções artísticas e culturais são válidas, mas o que é “popular”, não. 

Assim, há uma minoria que compõe a “elite cultural” e define o que é cultura

“Você vê BBB? Que perda de tempo! Por quê não vai ler um livro?”
“Quem não gosta disso é porque não entende”
”É um filme para poucos.”
“Ah… desde quando isso é música?”
“Tem que ser muito burro para gostar de ver ou fazer isso”
“O povão não gosta de coisa boa, só dá valor a baixaria”
“Não é opinião, é que essa música É ruim.”
“Ah, você gosta desse tipo de filme? Então você não sabe o que é cinema de verdade.”

Elitismo cultural

Ah… o elitismo cultural. Pensei que a essa altura já teríamos superado isso. Infelizmente, não.

Você sabe o que é elitismo cultural? É a ideia de que só algumas produções artísticas e culturais são boas e válidas, enquanto a maioria não é. 

Na mesma lógica, o seleto grupo das pessoas que consomem essas alternativas aceitáveis, boas o suficiente para serem consideradas cultura, forma a elite cultural.

A elite cultural despreza tudo que é popular e brasileiro. Não assiste as bobagens que passam na TV aberta. Passa o fim de semana folheando livros de psicanálise e vendo documentários em sueco. Nunca assistiu a UM filme dublado sequer, nem mesmo uma animação. E o requisito fundamental: Acha que pode julgar o que é cultura de acordo com seus gostos.

O delírio da superioridade

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O mito da futilidade
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O mito da futilidade feminina

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”. E você sabe por quê?

Porque todo o conceito de “futilidade” é sexista. E é sobre isso o#Explicandode hoje.

O que é “futilidade”?

No dicionário, “futilidade” significa: “banalidade, inutilidade, coisa irrelevante.”

Já na prática, curiosamente, a palavra costuma ser associada ao que é comumente entendido como feminino.

Moda é fútil.
Maquiagem é fútil.
Comédias românticas são fúteis.
Livros de romance femininos são fúteis.

E, assim, eu já começo o post dizendo que todo o conceito popular de futilidade é sexista. Se você não vê sentido nisso, respire fundo e leia até o fim.

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O mito da beleza: Explicando
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O mito da beleza: Explicando

O culto à beleza é uma questão social, estrutural, política. Não há mulher que não reconheça as opressões da beleza em sua vida.

A expressão “o mito da beleza” surgiu (ou se popularizou) com o livro de mesmo nome, publicado por Naomi Wolf em 1991.  

O livro é um compilado sobre como o culto à beleza é uma estratégia política do patriarcado para controlar mulheres. E como esse culto nos impacta em diversas áreas das nossas vidas. No trabalho, no sexo, na cultura, na nossa relação com outras mulheres, com a espiritualidade, com o dinheiro

A obra tem seus problemas. Eu e Manuela Xavier já começamos o podcast de mesmo tema abordando as polêmicas. Aqui, falarei sobre o mito da beleza como uma realidade feminina. Afinal, não há mulher que não reconheça as opressões da beleza em sua vida. 

 Beleza, amor & sucesso

As vitórias do homem são do mundo
Sucesso acadêmico, profissional, financeiro.

As vitórias da mulher são individuais. Beleza, casamento, maternidade. 
Desde sempre, aprendemos que o valor feminino é a beleza

Nos ensinam que a beleza:
– nos torna melhores que as outras;
– é um atalho para o sucesso;
– faz com que sejamos “as escolhidas”; 
– garante que seremos amadas; 

E, claro, aprendemos que precisa vir junto com a juventude, a magreza, a pureza, a feminilidade.

Não é sobre isso.

Juventude, magreza, pureza, feminilidade.

As exigências do mito da beleza não são sobre aparência e, sim, são sobre comportamento, submissão e uma garantia de que nunca seremos suficientes.

Nenhuma de nós pode parar o tempo para se manter jovem para sempre. Nenhuma de nós pode manter a pureza da infância para sempre. Ou mesmo garantir que esteja sempre atendendo aos ideais subjetivos – e preconceituosos – do que é feminilidade. 

Debates sobre cultura da pedofilia à parte (tem IGTV só sobre isso), precisamos encarar o culto à beleza como mais do que uma cobrança para emagrecer ou fazer botox. Porque não é sobre beleza, é sobre controle e o valor das mulheres na sociedade.  

Para reflefir e repassar

A beleza é um mito patriarcal e uma estratégia política para manter mulheres alienadas, ocupadas e mais pobres.

É algo que suga os salários, o tempo, a energia vital feminina e faz com que rivalizemos umas com as outras. 

O padrão de beleza sempre muda.

A única coisa que se mantém é o fato de que nunca chegaremos nele. Sempre vai ser preciso emagrecer, rejuvenescer, tonificar, tingir, esconder, encorpar.

4 perguntas para refletir e repassar

O culto à beleza é uma questão social, estrutural, política. A maioria de nós entende isso.

1. Então, por que ainda é tão comum culpar mulheres que também são cobradas diariamente para se aproximarem de um padrão de beleza inalcançável?

2. Conhecimento, autoestima ou empoderamento conseguem apagar os impactos da pressão estética em nossas vidas? 

3. Definir mulheres como fúteis – ou até menos feministas – pelo que fazem com o próprio corpo não seria mais uma forma de julgar mulheres?  

4. Ou quem faz isso está lutando contra a pressão estética e não a favor do julgamento feminino?


Já se fez alguma dessas perguntas? Em que situação você mais percebe a influência do mito da beleza em sua vida? Me diga nos comentários! 🗣

Compartilhe, compartilhe, compartilhe. Quanto mais mulheres refletirem sobre isso, melhor! 🧙‍♀️

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O mito da futilidade feminina: o que é e como nos afeta?

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”. E você sabe por quê? Porque todo conceito de futilidade é sexista. E, por isso, precisamos falar sobre o mito da futilidade feminina.

O que é “futilidade”?

No dicionário, “futilidade” significa: “banalidade, inutilidade, coisa irrelevante.

Já na prática, curiosamente, a palavra costuma ser associada ao que é comumente entendido como feminino.

Moda é fútil.

Maquiagem é fútil.

Comédias românticas são fúteis.

Livros de romance femininos são fúteis.

E, assim, eu já começo o texto dizendo que todo o conceito popular de futilidade é sexista. Se você não vê sentido nisso, respire fundo e leia até o fim.

Futilidades X interesses

Gostar de futebol, ficção científica, videogames, MMA, relógios, cerveja, sinuca, moto,, poker… Nada disso é visto como fútil. São interesses! Todo mundo precisa de hobbies!

E o que separa os interesses das futilidades?

O gênero.

Enquanto todos esses interesses são associados ao masculino, as futilidades transitam – surpresa! – no universo da feminilidade.

E os números, como sempre, confirmam isso.

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”.

Outra camada do sexismo, é válido mencionar, faz com que as mulheres que se atrevem a nutrir interesses “masculinos” sejam frequentemente vistas como vulgares.

A tal da “beleza natural”

Como falar sobre futilidade sem passar pela ideia de beleza natural?

Mulheres que se importam com moda, beleza, corpo são fúteis. As que não se importam são desleixadas e indesejáveis.

A solução, portanto, parece ser só uma: a beleza natural perfeita. A mulher que atende a todas as expectativas do padrão, mas nunca se preocupar com isso. Ela come o que quer, odeia corretivo e lava o cabelo com sabão. Ela não perde tempo com bobagens. Chega aos 50 sem rugas. Ela simplesmente acorda assim.

Infelizmente, a não ser (talvez) por uma ou outra loteria genética, a tal da “beleza natural” está sentada ao lado dos unicórnios na fila das coisas que gostaríamos que fossem reais, mas não são.

O mito da futilidade feminina

Coisas para lembrar antes de chamar uma mulher de fútil por seus interesses ou hobbies.

1. O que você vê como futilidade pode ser a carreira de outra pessoa. Ou um refúgio, lugar de expressão artística, sonho, coleção ou só um passatempo mesmo.

2. Ninguém é produtivo o tempo todo. Você não se entreter com algo que o outro gosta não invalida a atividade. Por incrível que pareça, você não é a régua do mundo.

3. Mulheres são vítimas de pressão estética a vida inteira. É desonesto exigir que não liguem pra aparência por um lado… E, do outro, medir seu valor social por beleza e juventude.

Você já foi chamada de fútil por gostar de moda, maquiagem, beleza e “coisas de menina”? Em que situação? Comente e compartilhe esse texto com mais mulheres para que possamos tirar essa palavra do vocabulário das pessoas!

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EXPRESSÕES PARA ABANDONARMULHERES E DINHEIRO pt.2COISAS QUE TODO MUNDO DEVERIA SABER (Copia)O QUE É SORORIDADE?O MITO DA FUTILIDADE FEMININA