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Socialização feminina: quanto vale uma mulher?

As princesas dos contos de fadas. As mocinhas das novelas.

As protagonistas dos livros. As estrelas de cinema.

Crescemos entendendo que mulheres de sucesso são amadas. Nenhuma outra realização é mais importante do que ser escolhida, do que o amor romântico.

Dentro disso, é claro, estão outros ensinamentos tóxicos: uma mulher para ser amada precisa ser jovem, bonita, magra, branca, pura.

Quanto vale uma mulher?

Vale na mesma medida em que é amável. Domável. Vale até quando defende os homens. Quando aceita ser escudo pra seus erros, quando se responsabiliza, quando assume a bronca e a culpa por eles.

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guardiãs de homens
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As guardiãs de homens e a socialização feminina

Crias e embaixadoras do patriarcado, as Guardiãs de Homens ™ são as mulheres que sempre preferem defendê-los.

Guardiãs de homens:

Têm orgulho de ter mais amigos que amigas ou se “identificar mais com eles”;

Aumentam erros de mulheres, diminuem ou relativizam erros de homens;

– Facilmente odeiam e desconfiam de mulheres, mais facilmente ainda perdoam e confiam em homens;

– Ficam genuinamente ofendidas ou bravas ao ver um homem ser mal falado, mesmo que seja um desconhecido.

Quem nunca conheceu uma guardiã de homens, provavelmente é.

Homens defendem homens

A guardiã é a mulher que protege homens a todo custo. Pra eles, perdão e empatia. Pra elas, julgamento e desconfiança. Quando fala sobre mulheres, é juíza. Manipuladoras. Egoístas. Falsas.

Mas, o que toda guardiã de homem aprende em algum momento é que: se precisarem escolher, homens vão priorizar homens e descartar mulheres.

Porque, enquanto a socialização feminina nos ensina que mulheres são rivais e vilãs… A masculina ensina que só outros homens são dignos de respeito e admiração.

A guardiã sempre pensa que seria diferente com ela. A aliada. A defensora. E nunca é.

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cultura do cancelamento
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A cultura do cancelamento e o prazer justiceiro

A expressão “cultura do cancelamento” pode até ter surgido na internet, mas e a cultura em si?

Pessoas gostam de participar da ruína alheia. Principalmente, se há uma justificativa mais ou menos clara – e a segurança da impunidade.

Durante a Inquisição, multidões assistiam aos assassinatos de bruxas e traidores na fogueira. Quando a guilhotina foi utilizada pela 1ª vez, a plateia vaiou. Não para censurar a violência, mas porque foi tudo muito rápido. As torturas anteriores à invenção costumavam durar horas.

Não faltam na História exemplos de punições de “vilões” como entretenimento. O prazer justiceiro e punitivista é antigo.

Tá, se a cultura do cancelamento não surgiu recentemente, por que temos discutido o tema nos últimos anos?

Porque a expressão se estabeleceu em 2017, em meio ao movimento #MeToo, que denunciava assédios em Hollywood.

A perseguição virtual dos assediadores era a forma de a audiência apoiar as mulheres e rejeitar os vilões da indústria.

Mas as multidões – e a internet – não têm limites. Não demorou para outras pessoas serem canceladas também.

Nem toda crítica é cancelamento, então o que os cancelamentos geralmente têm em comum?

Explicando: cultura do cancelamento

Justiceirismo: “estou fazendo isso porque ela é má e eu, boa. Tudo bem ser cruel, é por um Bem Maior™. Isso é ser justa.”

Reducionismo & desproporcionalidade: “não importa se a pessoa cometeu um erro e se arrependeu. Mesmo se o consertou, é tudo teatro. Só fez isso porque foi pressionada.”

Ódio como motivação: “não quero que o alvo melhore ou compense o erro, quero que sofra.”

Ostracismo: “outros devem responder pelos erros da pessoa e cancelá-la também. Esposa? Colega? Irmã? Não importa. O vilão precisa ficar só e quem não cumprir isso merece ser cancelado com a mesma intensidade.”

Efeito manada, medo & pertencimento: “A maioria acha justo? Melhor não discordar. Cancelando, faço parte do grupo mais forte. Indo contra, posso virar o próximo alvo.”

Você já vivenciou ou percebeu situações de “cancelamento”? Divida aqui nos comentários para que possamos identificar e analisar casos. Ah! Não deixe de acompanhar o @clarafagundes para mais conteúdos educativos e feministas como esse.

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