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Precisamos falar sobre neutralidade do corpo. Ainda.
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Precisamos falar sobre neutralidade do corpo. Ainda.

Você já ouviu falar em neutralidade corporal?

O tema é debatido por aqui há anos, mas finalmente tem ganhado algum espaço na mídia.
E, assim, essa se tornou a análise pop mais pedida das últimas semanas.

Onde está o valor da mulher?

Manu Gavassi foi capa de uma das maiores revistas femininas no Brasil.

A manchete destacou grandes marcos atuais da artista.

Dar vida a Milena, uma das personagens principais da série “Maldivas”, o maior investimento da Netflix no Brasil até hoje?

A sua turnê musical de sucesso, com todos os shows já esgotados?

Seu trabalho inovador em diversos formatos, do álbum visual Gracinha às publicidades no instagram?

Não. Pasme…

Explante de silicone, transição capilar e novo timbre: essa moça “tá” diferente!

Você consegue imaginar uma chamada semelhante sendo utilizada para uma entrevista sobre a carreira de um artista homem?

Eu, não. Porque homens não são reduzidos aos seus corpos.

Os corpos femininos são públicos.

Disponíveis para serem julgados, monitorados e expostos diariamente. Esse viés é tão normalizado que até mesmo quando o foco é o sucesso feminino (uma raridade), o corpo ainda é o protagonista.

E por que isso é um problema?

Porque somos muito mais do que corpos. Somos complexas – sonhos, ideias, questões, opiniões, personalidade.

Mas nada disso terá verdadeiro espaço enquanto o valor feminino for definido pela aparência.

Antes de tudo, a aparência.

Não seremos vistas como complexas – na mídia, na literatura, no mercado de trabalho – enquanto não alcançarmos a neutralidade corporal.

Só ela fará tudo o que entregamos ao mundo ser mais importante do que o nosso peso, cabelo, pele, corpo. Ela permitirá que a história, o trabalho e a voz de mulheres reverberem como os bens valiosos que são.

O que aconteceu com Manu não é um exemplo isolado. E isso não fica claro apenas pelos mais de 4 mil comentários no post (muitos de outras mulheres que passaram pelo mesmo)…

O que não faltam são notícias de mulheres que “engordaram”, “emagreceram”, “envelheceram” ou “exageraram nos procedimentos estéticos”.

Em quantos exemplos você consegue pensar, sem nem recorrer ao Google?

Adele, Xuxa, Rihanna, Beyoncé, Billie Eilish, Britney, Anitta, Tyra Banks, Luísa Sonza, Mariah…

A lista de mulheres que foram reduzidas à aparência nas notícias e na mídia, inclusive em momentos de extremo sucesso, é infinita.

“É uma empresária de sucesso, mas – credo! – engordou tanto… Vai ficar sozinha…”

“Agora, sim! Emagreceu, tá linda! Antes, era só… uma cantora premiada dezenas de vezes.”

“Ela tem um programa próprio, mas… você viu como ela envelheceu? Coitada…”

A neutralidade do corpo está tão longe da realidade das mulheres que até parece impossível. Mas não é.

Se fosse, os homens sofreriam com os mesmos julgamentos e reducionismos…
E, pense bem, essa simetria já aconteceu algum dia?

Homens já a vivem, até um limite. Para eles, o corpo já é *só uma parte* do que são – como deveria ser sempre.



Você também acredita na neutralidade do corpo? Que outras manchetes e notícias bizarras você lembra?

Compartilhe esse post e convide pessoas a repensarem.

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Mulheres inspiradoras que fizeram e fazem a diferença

O conteúdo de hoje da série “Mulheres & Dinheiro” é uma exaltação a mulheres brasileiras transformadoras e inspiradoras.

Sônia Guajajara

Uma das maiores ativistas indígenas do país. Luta pelo meio ambiente e pelos povos originários. Tem voz no Conselho de Direitos Humanos da ONU e há 10 anos leva denúncias às Conferências Mundiais do Clima (COP).

Foi a primeira indígena a compor uma chapa presidencial e tem um histórico cheio de prêmios pelas suas ações.

Inspire-se
“A ancestralidade sempre ensinou que o sentido da vida é o coletivo.”

Aracy Guimarães Rosa

Conhecida como “Anjo de Hamburgo”, chefiou a Seção de Passaportes do consulado brasileiro na Alemanha durante a 2ª Guerra Mundial e burlou as regras do governo emitindo vistos para judeus se abrigarem no Brasil.

Inspire-se
Ao ser questionada sobre seus motivos, respondeu: “porque era justo.”


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O corpo feminino é público.

#Explicando a ideia de que o corpo feminino é público.

Uma menina foi estuprada e o seu direito a abortar só foi garantido após pressão popular.

Uma atriz foi estuprada, optou por entregar o bebê à adoção, de forma totalmente legal, e teve a sua intimidade invadida e julgada.

O direito ao aborto seguro foi revogado nos EUA, quase 50 anos depois da sua legalização.

Uma mulher que não quer ser mãe teve a laque-adura negada, porque, para o médico, ela “pode mudar de ideia quando encontrar o cara certo”.

Há planos de saúde solicitando a autorização do marido para mulheres que querem colocar o DIU (um método contraceptivo de longa duração).


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A mulher precisa mudar para caber na relação tóxic*

A mulher que merece respeito

A ideia de “mulher que se dá ao respeito” é subjetiva. No entanto, após uma pesquisa, mapeei que costuma descrever mulheres que:

  • Não usam roupas curtas/justas ou muita maquiagem;
  • São sexualmente recatadas;
  • Não bebem ou fumam;
  • Não falam palavrão ou alto demais;
  • Têm sonho de casar, ser mães e “donas de casa”;
  • Não desafiam o patriarcado, o machismo e homens por liderança e seu lugar ao sol.
O exemplo de Gabi Brandt

Desde o início do seu relacionamento com Saulo Pôncio, os seguidores de Gabi notaram mudanças em seu comportamento. Com dois filhos, ela e o cantor têm uma relação conturbada – e midiática – desde 2018.

Saulo foi flagrado traindo a esposa diversas vezes em lugares públicos. Uma delas, enquanto Gabi estava grávida do primeiro filho. Sempre que as traições vinham à tona, ele a presenteava com joias, bolsas caras e carros.

Gabi perdoou e foi às redes defender o marido. Até janeiro deste ano, quando os dois anunciaram a crise no casamento.

Mas, essa semana, o casal foi visto aos beijos em uma viagem e a aliança voltou ao dedo dela.

Quantas vezes você viu isso?

A diferença no comportamento e no vestuário da Gabi solteira e da “comprometida” é nítida. Antes do casamento e durante as separações, ela aparece dançando, em festas, viajando com as amigas, usando roupas curtas, bebendo, etc…

Quando volta o relacionamento, Gabi retorna às roupas mais “recatadas”, expondo menos a pele, falando de Deus, perdão e focando na família

Como sempre, a análise pop não é sobre Gabi ou Saulo. É sobre um padrão de comportamento social.

Você já viveu algo assim. uma amiga sua, uma conhecida…

Provavelmente, você aprendeu que mulher, e a comprometida ainda mais, deve ser recatada. Não deve andar com amigas solteiras. Deve mudar e seguir uma cartilha para caber na relação, que, inclusive, será o centro da sua vida.

“Então, por que não termina?”

É fácil ver de fora e perguntar. E são tantas respostas – mesmo para mulheres financeiramente independentes.

Tem a ver com a socialização feminina e a romantização do amor sofrido, do amor que supera tudo, da mulher que resiste e muda o homem.

Tem a ver com o ciclo do ab*so, em que começa com tudo lindo, passa pelo conflito e reinicia com o pedido de perdão e a promessa de melhora. Tem a ver com a destruição da sua autoestima.

Crescemos entendendo que mulheres de sucesso são amadas.

Nenhuma outra realização é mais importante do que ser escolhida, do que o amor romântico. E a mulher sempre pode fazer mais para manter a relação, segurar o homem e ter uma família unida.

As princesas dos contos de fadas.

As mocinhas das novelas.

As protagonistas dos livros.

As estrelas de cinema.

Para refletir e repassar:

Nenhuma mulher precisa se dar ao respeito.

O respeito é nosso por direito, não um prêmio por bom comportamento.

Você não precisa mudar pra caber numa relação saudável.

Pode mudar? Claro, mas é sempre bom refletir: é por mim ou pelo outro?

Não aponte o dedo pra “mulher trouxa“.

Não dá para ensinar mulheres que seu valor está ligado a um relacionamento… e depois culpá-las por acreditar. Por ignorar microvi*lências, não ouvir sua intuição, por voltar. Afinal, tudo para manter a família unida. Tudo para manter o “felizes para sempre”.

Tudo bem desistir.

Sim, aprendemos que a mulher certa muda o homem “errado”. Talvez, ele só precise de mais uma chance. Então, é hora de aprendermos que tudo bem desistir.

O amor não precisa ser sofrido para ser real.

Abaixo os amores sofridos, que resistem a tudo e nos quais você precisa mudar e se esforçar para caber. Por mais amores saudáveis, que se expandem e transformam junto com você.

Você já precisou mudar para caber em uma relação?

Essa análise pop te lembrou alguém?

Compartilhe para que outras mulheres fiquem atentas.

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Dinheiro traz felicidade, sim.

Hoje eu vim desconstruir essa mentirinha que, mesmo contada infinitas vezes, não virou verdade. Vamos falar sobre dinheiro e planejamento financeiro, sim!

“Dinheiro não compra felicidade”

“Dinheiro só traz problema”

“De que adianta ser rico e triste?”

“Dinheiro complica tudo”

“Dinheiro transforma as pessoas (pra pior)”

Quantas frases como essas você já ouviu?

Aprendemos desde cedo que querer ter mais dinheiro é um desejo egoísta, quase sujo.

“Quer mais dinheiro para quê?”

“Já sei, você quer casar com um homem rico. Esperta…”

“Ué, quer ganhar mais do que seu pai (ou marido)?”

Principalmente em mulheres, ambição e metas financeiras não costumam ser incentivadas. Por quê? Porque não é o dinheiro que importa, é o que ele nos permite fazer.

DINHEIRO COMPRA ACESSOS A:

☑️Educação de qualidade;

☑️Alimentação saudável e variada;

☑️Muitas alternativas de saúde;

☑️Cultura, livros, cinema;

☑️Viagens, lazer…

Dinheiro, das mais diversas formas, abre portas, inclusive aquelas portas que continuam fechadas ou inacessíveis à maioria das mulheres.

POR ISSO, FALAR SOBRE MULHERES&DINHEIRO É FUNDAMENTAL. ​

Meninas precisam aprender, desde cedo, a desejar ter autonomia financeira. Mulheres precisam aprender sobre finanças, economias, investimentos, como evitar dívidas e planejar a vida financeira de maneira geral.

Você foi ensinada a buscar autonomia financeira?

Já teve a sua ambição ridicularizada ou até transformada em “culpa”?

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