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guardiãs de homens
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As guardiãs de homens e a socialização feminina

Crias e embaixadoras do patriarcado, as Guardiãs de Homens ™ são as mulheres que sempre preferem defendê-los.

Guardiãs de homens:

Têm orgulho de ter mais amigos que amigas ou se “identificar mais com eles”;

Aumentam erros de mulheres, diminuem ou relativizam erros de homens;

– Facilmente odeiam e desconfiam de mulheres, mais facilmente ainda perdoam e confiam em homens;

– Ficam genuinamente ofendidas ou bravas ao ver um homem ser mal falado, mesmo que seja um desconhecido.

Quem nunca conheceu uma guardiã de homens, provavelmente é.

Homens defendem homens

A guardiã é a mulher que protege homens a todo custo. Pra eles, perdão e empatia. Pra elas, julgamento e desconfiança. Quando fala sobre mulheres, é juíza. Manipuladoras. Egoístas. Falsas.

Mas, o que toda guardiã de homem aprende em algum momento é que: se precisarem escolher, homens vão priorizar homens e descartar mulheres.

Porque, enquanto a socialização feminina nos ensina que mulheres são rivais e vilãs… A masculina ensina que só outros homens são dignos de respeito e admiração.

A guardiã sempre pensa que seria diferente com ela. A aliada. A defensora. E nunca é.

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cultura do cancelamento
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A cultura do cancelamento e o prazer justiceiro

A expressão “cultura do cancelamento” pode até ter surgido na internet, mas e a cultura em si?

Pessoas gostam de participar da ruína alheia. Principalmente, se há uma justificativa mais ou menos clara – e a segurança da impunidade.

Durante a Inquisição, multidões assistiam aos assassinatos de bruxas e traidores na fogueira. Quando a guilhotina foi utilizada pela 1ª vez, a plateia vaiou. Não para censurar a violência, mas porque foi tudo muito rápido. As torturas anteriores à invenção costumavam durar horas.

Não faltam na História exemplos de punições de “vilões” como entretenimento. O prazer justiceiro e punitivista é antigo.

Tá, se a cultura do cancelamento não surgiu recentemente, por que temos discutido o tema nos últimos anos?

Porque a expressão se estabeleceu em 2017, em meio ao movimento #MeToo, que denunciava assédios em Hollywood.

A perseguição virtual dos assediadores era a forma de a audiência apoiar as mulheres e rejeitar os vilões da indústria.

Mas as multidões – e a internet – não têm limites. Não demorou para outras pessoas serem canceladas também.

Nem toda crítica é cancelamento, então o que os cancelamentos geralmente têm em comum?

Explicando: cultura do cancelamento

Justiceirismo: “estou fazendo isso porque ela é má e eu, boa. Tudo bem ser cruel, é por um Bem Maior™. Isso é ser justa.”

Reducionismo & desproporcionalidade: “não importa se a pessoa cometeu um erro e se arrependeu. Mesmo se o consertou, é tudo teatro. Só fez isso porque foi pressionada.”

Ódio como motivação: “não quero que o alvo melhore ou compense o erro, quero que sofra.”

Ostracismo: “outros devem responder pelos erros da pessoa e cancelá-la também. Esposa? Colega? Irmã? Não importa. O vilão precisa ficar só e quem não cumprir isso merece ser cancelado com a mesma intensidade.”

Efeito manada, medo & pertencimento: “A maioria acha justo? Melhor não discordar. Cancelando, faço parte do grupo mais forte. Indo contra, posso virar o próximo alvo.”

Você já vivenciou ou percebeu situações de “cancelamento”? Divida aqui nos comentários para que possamos identificar e analisar casos. Ah! Não deixe de acompanhar o @clarafagundes para mais conteúdos educativos e feministas como esse.

homens amam homens
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Homens amam homens: uma análise importante

Você já notou como homens geralmente reservam respeito, amor e admiração para outros homens? 

Em 1983, a filósofa Marilyn Frye escreveu:

“Dizer que um homem é heterossexual implica somente que ele mantém relações sexuais com mulheres. Tudo ou quase tudo que é próprio do amor, a maioria dos homens hétero reserva exclusivamente para outros homens.”

Estamos em 2021 e o pensamento continua atual. Homens preferem contratar homens. Consomem trabalhos feitos por homens. Costumam admirar, confiar, defender, ouvir homens. Tendem a ser amigos de homens.

Homens amam homens…na cultura

Amor, respeito e admiração masculinos são reservados a homens. Exemplos:

“Bros before hoes” (“amigos antes, vadias depois”), que faz com que homens se unam pra se proteger. Você já deve ter visto um acusado de assédio, estupro, ser defendido por caras que nem o conhecem…

“Mulheres obrigam homens a casar”/ “Perdemos um soldado” (presente em filmes, manchetes e até na decoração de casamentos);

– Arte feita por mulheres é “feminina”, já a produzida por homens… é para todos”.

O sonho de ter um filho, que por muito tempo foi o único herdeiro legal, enquanto a filha era considerada apenas como uma posse a ser transferida do pai ao marido.

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mulheres tem que se dar ao respeito
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Por que só as mulheres têm que “se dar ao respeito”?

Numa sociedade patriarcal, o respeito é entendido como direito dos homens. Não apenas para possuir, como para decidir quais mulheres “merecem” ou não recebê-lo.

Assim, é natural que a definição de “mulher que se dá ao respeito” seja… subjetiva. Porém, após uma longa pesquisa, mapeei que costuma descrever mulheres que:

– Não sejam sexualmente ativas;

– Não usem roupas curtas ou muita maquiagem;

– Não bebam ou fumem;

– Não falem palavrão ou alto demais;

– Tenham sonho de casar, ter filhos e ser “donas de casa”;

Não desafiem o patriarcado, o machismo e homens por liderança e seu lugar ao sol.

Respeito X Subjetividade

Respeito não é um prêmio que nos espera ao final de um caminho árduo, traçado com muito trabalho, sacrifícios e notas de rodapé.

É um direito de todas as mulheres. Não podemos permitir que haja qualquer porém ou subjetividade atrelados a isso. O único culpado por um crime ou desrespeito é o agente, nunca a vítima.

Pense: Se “não se dar ao respeito” fosse causa de violência sexual… As vítimas de estupro no Brasil aconteceria majoritariamente em casa, com vítimas de até 14 anos?

Por que homens podem andar sem camisa, rir e falar alto, beber, ser ambiciosos, sem medo de, por isso, serem assediados, estuprados ou silenciados quando denunciarem um crime?

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Sororidade seletiva existe? Mas o que é sororidade?

É provável que você já tenha ouvido falar em “sororidade”. Arrisco dizer, inclusive, que conheça até a sua origem: “soror” quer dizer “irmã” em latim.

Sororidade” seria, portanto, o feminino de fraternidade: “irmandade entre mulheres”.

Sabia disso? Parabéns.

Mas nem se avexe: esse texto também é para você.

Porque a origem da palavra está longe de explicar seu significado.

O que não é sororidade

Antes de explicar melhor o que é, quero falar sobre o que sororidade NÃO é:

– Amar todas as mulheres como irmãs.

– Ser amiga de todas as mulheres.

– Um manual de boas maneiras para ser considerada feminista.

– Concordar com posicionamentos e perdoar, sempre, todas as mulheres.

– Não ter problemas com nenhuma mulher.

– Correr juntas, de mãos dadas, pelos campos floridos do céu feminista.

Então, o que é sororidade?

A “irmandade” do termo não é individual. Ela diz respeito ao que nos une como mulheres. É a compreensão de que não estamos sozinhas ao lidar com questões como o machismo, a cultura do estupro, a cultura da pedofilia, o sexismo no mercado de trabalho, as expectativas sobre o gênero feminino.

Portanto, “sororidade” é a solidariedade coletiva entre mulheres, principalmente para lutar por causas feministas.

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