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As guardiãs de homens e a socialização feminina

Crias e embaixadoras do patriarcado, as Guardiãs de Homens ™ são as mulheres que sempre preferem defendê-los.

Guardiãs de homens:

Têm orgulho de ter mais amigos que amigas ou se “identificar mais com eles”;

Aumentam erros de mulheres, diminuem ou relativizam erros de homens;

– Facilmente odeiam e desconfiam de mulheres, mais facilmente ainda perdoam e confiam em homens;

– Ficam genuinamente ofendidas ou bravas ao ver um homem ser mal falado, mesmo que seja um desconhecido.

Quem nunca conheceu uma guardiã de homens, provavelmente é.

Homens defendem homens

A guardiã é a mulher que protege homens a todo custo. Pra eles, perdão e empatia. Pra elas, julgamento e desconfiança. Quando fala sobre mulheres, é juíza. Manipuladoras. Egoístas. Falsas.

Mas, o que toda guardiã de homem aprende em algum momento é que: se precisarem escolher, homens vão priorizar homens e descartar mulheres.

Porque, enquanto a socialização feminina nos ensina que mulheres são rivais e vilãs… A masculina ensina que só outros homens são dignos de respeito e admiração.

A guardiã sempre pensa que seria diferente com ela. A aliada. A defensora. E nunca é.

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Ativismo narcisista: o ativismo limitado à própria vivência

O ativismo narcisista é o ativismo limitado à própria vivência.

Militantes de si mesmos, os ativistas narcisistas reduzem causas coletivas a experiências e dores individuais e, com frequência, invalidam ou reforçam as violências que não vivem.

Dialogar com o ativista narcisista é tarefa difícil, pois discordâncias se tornam acusações e ataques a toda uma causa.

É um ativismo egocêntrico, que usa o “eu” como principal argumento, comprovação e validação.

É uma das razões para movimentos sociais não se fortalecerem com a união.

Para vermos, com uma frequência notável: antirracistas sexistas, feministas xenofóbicas ou liberais, entre outros.

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O mito da futilidade feminina: o que é e como nos afeta?

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”. E você sabe por quê? Porque todo conceito de futilidade é sexista. E, por isso, precisamos falar sobre o mito da futilidade feminina.

O que é “futilidade”?

No dicionário, “futilidade” significa: “banalidade, inutilidade, coisa irrelevante.

Já na prática, curiosamente, a palavra costuma ser associada ao que é comumente entendido como feminino.

Moda é fútil.

Maquiagem é fútil.

Comédias românticas são fúteis.

Livros de romance femininos são fúteis.

E, assim, eu já começo o texto dizendo que todo o conceito popular de futilidade é sexista. Se você não vê sentido nisso, respire fundo e leia até o fim.

Futilidades X interesses

Gostar de futebol, ficção científica, videogames, MMA, relógios, cerveja, sinuca, moto,, poker… Nada disso é visto como fútil. São interesses! Todo mundo precisa de hobbies!

E o que separa os interesses das futilidades?

O gênero.

Enquanto todos esses interesses são associados ao masculino, as futilidades transitam – surpresa! – no universo da feminilidade.

E os números, como sempre, confirmam isso.

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”.

Outra camada do sexismo, é válido mencionar, faz com que as mulheres que se atrevem a nutrir interesses “masculinos” sejam frequentemente vistas como vulgares.

A tal da “beleza natural”

Como falar sobre futilidade sem passar pela ideia de beleza natural?

Mulheres que se importam com moda, beleza, corpo são fúteis. As que não se importam são desleixadas e indesejáveis.

A solução, portanto, parece ser só uma: a beleza natural perfeita. A mulher que atende a todas as expectativas do padrão, mas nunca se preocupar com isso. Ela come o que quer, odeia corretivo e lava o cabelo com sabão. Ela não perde tempo com bobagens. Chega aos 50 sem rugas. Ela simplesmente acorda assim.

Infelizmente, a não ser (talvez) por uma ou outra loteria genética, a tal da “beleza natural” está sentada ao lado dos unicórnios na fila das coisas que gostaríamos que fossem reais, mas não são.

O mito da futilidade feminina

Coisas para lembrar antes de chamar uma mulher de fútil por seus interesses ou hobbies.

1. O que você vê como futilidade pode ser a carreira de outra pessoa. Ou um refúgio, lugar de expressão artística, sonho, coleção ou só um passatempo mesmo.

2. Ninguém é produtivo o tempo todo. Você não se entreter com algo que o outro gosta não invalida a atividade. Por incrível que pareça, você não é a régua do mundo.

3. Mulheres são vítimas de pressão estética a vida inteira. É desonesto exigir que não liguem pra aparência por um lado… E, do outro, medir seu valor social por beleza e juventude.

Você já foi chamada de fútil por gostar de moda, maquiagem, beleza e “coisas de menina”? Em que situação? Comente e compartilhe esse texto com mais mulheres para que possamos tirar essa palavra do vocabulário das pessoas!

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