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As guardiãs de homens e a socialização feminina

Crias e embaixadoras do patriarcado, as Guardiãs de Homens ™ são as mulheres que sempre preferem defendê-los.

Guardiãs de homens:

Têm orgulho de ter mais amigos que amigas ou se “identificar mais com eles”;

Aumentam erros de mulheres, diminuem ou relativizam erros de homens;

– Facilmente odeiam e desconfiam de mulheres, mais facilmente ainda perdoam e confiam em homens;

– Ficam genuinamente ofendidas ou bravas ao ver um homem ser mal falado, mesmo que seja um desconhecido.

Quem nunca conheceu uma guardiã de homens, provavelmente é.

Homens defendem homens

A guardiã é a mulher que protege homens a todo custo. Pra eles, perdão e empatia. Pra elas, julgamento e desconfiança. Quando fala sobre mulheres, é juíza. Manipuladoras. Egoístas. Falsas.

Mas, o que toda guardiã de homem aprende em algum momento é que: se precisarem escolher, homens vão priorizar homens e descartar mulheres.

Porque, enquanto a socialização feminina nos ensina que mulheres são rivais e vilãs… A masculina ensina que só outros homens são dignos de respeito e admiração.

A guardiã sempre pensa que seria diferente com ela. A aliada. A defensora. E nunca é.

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homens amam homens
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Homens amam homens: uma análise importante

Você já notou como homens geralmente reservam respeito, amor e admiração para outros homens? 

Em 1983, a filósofa Marilyn Frye escreveu:

“Dizer que um homem é heterossexual implica somente que ele mantém relações sexuais com mulheres. Tudo ou quase tudo que é próprio do amor, a maioria dos homens hétero reserva exclusivamente para outros homens.”

Estamos em 2021 e o pensamento continua atual. Homens preferem contratar homens. Consomem trabalhos feitos por homens. Costumam admirar, confiar, defender, ouvir homens. Tendem a ser amigos de homens.

Homens amam homens…na cultura

Amor, respeito e admiração masculinos são reservados a homens. Exemplos:

“Bros before hoes” (“amigos antes, vadias depois”), que faz com que homens se unam pra se proteger. Você já deve ter visto um acusado de assédio, estupro, ser defendido por caras que nem o conhecem…

“Mulheres obrigam homens a casar”/ “Perdemos um soldado” (presente em filmes, manchetes e até na decoração de casamentos);

– Arte feita por mulheres é “feminina”, já a produzida por homens… é para todos”.

O sonho de ter um filho, que por muito tempo foi o único herdeiro legal, enquanto a filha era considerada apenas como uma posse a ser transferida do pai ao marido.

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mulheres tem que se dar ao respeito
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Por que só as mulheres têm que “se dar ao respeito”?

Numa sociedade patriarcal, o respeito é entendido como direito dos homens. Não apenas para possuir, como para decidir quais mulheres “merecem” ou não recebê-lo.

Assim, é natural que a definição de “mulher que se dá ao respeito” seja… subjetiva. Porém, após uma longa pesquisa, mapeei que costuma descrever mulheres que:

– Não sejam sexualmente ativas;

– Não usem roupas curtas ou muita maquiagem;

– Não bebam ou fumem;

– Não falem palavrão ou alto demais;

– Tenham sonho de casar, ter filhos e ser “donas de casa”;

Não desafiem o patriarcado, o machismo e homens por liderança e seu lugar ao sol.

Respeito X Subjetividade

Respeito não é um prêmio que nos espera ao final de um caminho árduo, traçado com muito trabalho, sacrifícios e notas de rodapé.

É um direito de todas as mulheres. Não podemos permitir que haja qualquer porém ou subjetividade atrelados a isso. O único culpado por um crime ou desrespeito é o agente, nunca a vítima.

Pense: Se “não se dar ao respeito” fosse causa de violência sexual… As vítimas de estupro no Brasil aconteceria majoritariamente em casa, com vítimas de até 14 anos?

Por que homens podem andar sem camisa, rir e falar alto, beber, ser ambiciosos, sem medo de, por isso, serem assediados, estuprados ou silenciados quando denunciarem um crime?

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Sororidade seletiva existe? Mas o que é sororidade?

É provável que você já tenha ouvido falar em “sororidade”. Arrisco dizer, inclusive, que conheça até a sua origem: “soror” quer dizer “irmã” em latim.

Sororidade” seria, portanto, o feminino de fraternidade: “irmandade entre mulheres”.

Sabia disso? Parabéns.

Mas nem se avexe: esse texto também é para você.

Porque a origem da palavra está longe de explicar seu significado.

O que não é sororidade

Antes de explicar melhor o que é, quero falar sobre o que sororidade NÃO é:

– Amar todas as mulheres como irmãs.

– Ser amiga de todas as mulheres.

– Um manual de boas maneiras para ser considerada feminista.

– Concordar com posicionamentos e perdoar, sempre, todas as mulheres.

– Não ter problemas com nenhuma mulher.

– Correr juntas, de mãos dadas, pelos campos floridos do céu feminista.

Então, o que é sororidade?

A “irmandade” do termo não é individual. Ela diz respeito ao que nos une como mulheres. É a compreensão de que não estamos sozinhas ao lidar com questões como o machismo, a cultura do estupro, a cultura da pedofilia, o sexismo no mercado de trabalho, as expectativas sobre o gênero feminino.

Portanto, “sororidade” é a solidariedade coletiva entre mulheres, principalmente para lutar por causas feministas.

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O mito da futilidade feminina: o que é e como nos afeta?

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”. E você sabe por quê? Porque todo conceito de futilidade é sexista. E, por isso, precisamos falar sobre o mito da futilidade feminina.

O que é “futilidade”?

No dicionário, “futilidade” significa: “banalidade, inutilidade, coisa irrelevante.

Já na prática, curiosamente, a palavra costuma ser associada ao que é comumente entendido como feminino.

Moda é fútil.

Maquiagem é fútil.

Comédias românticas são fúteis.

Livros de romance femininos são fúteis.

E, assim, eu já começo o texto dizendo que todo o conceito popular de futilidade é sexista. Se você não vê sentido nisso, respire fundo e leia até o fim.

Futilidades X interesses

Gostar de futebol, ficção científica, videogames, MMA, relógios, cerveja, sinuca, moto,, poker… Nada disso é visto como fútil. São interesses! Todo mundo precisa de hobbies!

E o que separa os interesses das futilidades?

O gênero.

Enquanto todos esses interesses são associados ao masculino, as futilidades transitam – surpresa! – no universo da feminilidade.

E os números, como sempre, confirmam isso.

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”.

Outra camada do sexismo, é válido mencionar, faz com que as mulheres que se atrevem a nutrir interesses “masculinos” sejam frequentemente vistas como vulgares.

A tal da “beleza natural”

Como falar sobre futilidade sem passar pela ideia de beleza natural?

Mulheres que se importam com moda, beleza, corpo são fúteis. As que não se importam são desleixadas e indesejáveis.

A solução, portanto, parece ser só uma: a beleza natural perfeita. A mulher que atende a todas as expectativas do padrão, mas nunca se preocupar com isso. Ela come o que quer, odeia corretivo e lava o cabelo com sabão. Ela não perde tempo com bobagens. Chega aos 50 sem rugas. Ela simplesmente acorda assim.

Infelizmente, a não ser (talvez) por uma ou outra loteria genética, a tal da “beleza natural” está sentada ao lado dos unicórnios na fila das coisas que gostaríamos que fossem reais, mas não são.

O mito da futilidade feminina

Coisas para lembrar antes de chamar uma mulher de fútil por seus interesses ou hobbies.

1. O que você vê como futilidade pode ser a carreira de outra pessoa. Ou um refúgio, lugar de expressão artística, sonho, coleção ou só um passatempo mesmo.

2. Ninguém é produtivo o tempo todo. Você não se entreter com algo que o outro gosta não invalida a atividade. Por incrível que pareça, você não é a régua do mundo.

3. Mulheres são vítimas de pressão estética a vida inteira. É desonesto exigir que não liguem pra aparência por um lado… E, do outro, medir seu valor social por beleza e juventude.

Você já foi chamada de fútil por gostar de moda, maquiagem, beleza e “coisas de menina”? Em que situação? Comente e compartilhe esse texto com mais mulheres para que possamos tirar essa palavra do vocabulário das pessoas!

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