rivalidade feminina
Inspirar

Pelo fim da rivalidade feminina: um breve guia feminista

A rivalidade feminina faz parte da socialização de mulheres, que são educadas a entender as outras como concorrentes.

Tá, mas onde/quando aparece?

– Na sala de aula ou no escritório, quando mulheres competem entre si para se destacar;

– Quando uma mulher erra e outras a julgam com muito menos compaixão do que julgariam um homem pelo mesmo erro;

– Toda a cultura que diz: lidar com mulheres é complicado, pois são falsas e invejosas;

– No distanciamento entre mulheres jovens (“valiosas”) e mais velhas (“bruxas”);

– Na maioria das representações femininas na mídia.

A questão é complexa e ainda terá um Explicando só para ela, mas decidi adiantar nesse pequeno guia feminista de como fazer mais amigas e se cercar de mulheres.

Juntas, somos mais fortes…

… Ou “o poder da união feminina”.

Sororidade não significa amar todas as mulheres. É sobre compartilhar dores e causas ligadas ao gênero feminino. Portanto, nem toda união se transforma em amizade. Pode, sim, ser a união por uma mesma luta.

Mas toda amizade representa união. Cercar-se de mulheres é se fortalecer. É aprender. É questionar – e desconstruir – as mentiras que nos contaram sobre elas… Sobre nós.

É, também, formar outras referências sobre o ser mulher. Como acreditar que mulheres são rivais, vilãs, invejosas, falsas…Cercada por pessoas que provam exatamente o contrário? Mulheres que incentivam o seu sucesso? Que contratam, indicam, elogiam, admiram, acolhem umas às outras?

E o que feminismo tem a ver com isso?

Tudo. A rivalidade feminina não foi uma mentira criada em vão. Ela foi criada com um propósito: alienar mulheres.

Está na indústria da beleza, da moda, do entretenimento, do cinema, no mercado de trabalho, na Academia, na mídia.

Juntas, somos potentes. Entendemos que nossas dores não são só nossas. Assim, reivindicamos direitos, denunciamos assédio, modificamos leis, formamos redes de apoio, ocupamos espaços públicos e cargos de liderança.

Abandonar a rivalidade e ver mulheres como potenciais aliadas é uma libertação individual… E um ato político.

6 bons sinais de que você está abandonando a rivalidade feminina

1. Você indica e colabora para o sucesso de outras mulheres. Valoriza seus trabalhos e não se apropria das ideias delas, sempre dando crédito às suas inspirações.

2. Admira, genuinamente, mulheres.

3. Não julga mulheres com punho de ferro e desresponsabiliza homens.

4. Não critica a aparência de outras mulheres… Nem como um “conselho”.

5. Entende que “diferente das outras” não é um grande elogio. E que “a inveja das inimigas” não faz o seu sucesso.

6. Não exalta/elogia umas diminuindo outras.

Como fazer mais amigas: 6 passos simples

1. Diga oi. Pessoas não são tão inatingíveis quanto a gente imagina. A crush de amizade nunca vai saber do seu interesse se você nem tentar falar com ela.

2. Faça elogios sinceros. Eles abrem portas.

3. Demonstre interesse por ela, ao invés de querer que ela se interesse por você primeiro.

4. Faça parte de grupos que representem seus valores. Um coletivo feminista, um clube do livro, um projeto social, um grupo de estudos.

5. Não espere que a sua nova amiga seja igual a você. Querer que aja como você agiria em todas as situações é certeza de decepção.

6. Não force, mas se esforce. Para serem duradouras, amizades pedem certo grau de entrega.

Um lembrete final:

“Amizades não magicamente duram 40 anos. Você precisa investir nelas. É como a sua poupança: você não acredita que irá acordar um dia, já velho, e encontrar baldes de dinheiro simplesmente esperando por você.” Carrie Bradshaw, SATC.

Está cansada de tanta rivalidade feminina? Vamos juntas nessa?

Acompanhe também o @clarafagundes para mais conteúdos educativos e feministas!

Previous PostNext Post

❤ Você também vai gostar ❤

Sem comentários

Responda

REFLEXÕES SOBRE INTERNET E CARREIRACAUSAS FEMINISTAS EM 2021REFLEXÕES SOBRE ATIVISMO COMPETITIVOCANSAÇO OU BURNOUT?EXPLICANDO: BORNOUT