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A mulher precisa mudar para caber na relação tóxic*

A mulher que merece respeito

A ideia de “mulher que se dá ao respeito” é subjetiva. No entanto, após uma pesquisa, mapeei que costuma descrever mulheres que:

  • Não usam roupas curtas/justas ou muita maquiagem;
  • São sexualmente recatadas;
  • Não bebem ou fumam;
  • Não falam palavrão ou alto demais;
  • Têm sonho de casar, ser mães e “donas de casa”;
  • Não desafiam o patriarcado, o machismo e homens por liderança e seu lugar ao sol.
O exemplo de Gabi Brandt

Desde o início do seu relacionamento com Saulo Pôncio, os seguidores de Gabi notaram mudanças em seu comportamento. Com dois filhos, ela e o cantor têm uma relação conturbada – e midiática – desde 2018.

Saulo foi flagrado traindo a esposa diversas vezes em lugares públicos. Uma delas, enquanto Gabi estava grávida do primeiro filho. Sempre que as traições vinham à tona, ele a presenteava com joias, bolsas caras e carros.

Gabi perdoou e foi às redes defender o marido. Até janeiro deste ano, quando os dois anunciaram a crise no casamento.

Mas, essa semana, o casal foi visto aos beijos em uma viagem e a aliança voltou ao dedo dela.

Quantas vezes você viu isso?

A diferença no comportamento e no vestuário da Gabi solteira e da “comprometida” é nítida. Antes do casamento e durante as separações, ela aparece dançando, em festas, viajando com as amigas, usando roupas curtas, bebendo, etc…

Quando volta o relacionamento, Gabi retorna às roupas mais “recatadas”, expondo menos a pele, falando de Deus, perdão e focando na família

Como sempre, a análise pop não é sobre Gabi ou Saulo. É sobre um padrão de comportamento social.

Você já viveu algo assim. uma amiga sua, uma conhecida…

Provavelmente, você aprendeu que mulher, e a comprometida ainda mais, deve ser recatada. Não deve andar com amigas solteiras. Deve mudar e seguir uma cartilha para caber na relação, que, inclusive, será o centro da sua vida.

“Então, por que não termina?”

É fácil ver de fora e perguntar. E são tantas respostas – mesmo para mulheres financeiramente independentes.

Tem a ver com a socialização feminina e a romantização do amor sofrido, do amor que supera tudo, da mulher que resiste e muda o homem.

Tem a ver com o ciclo do ab*so, em que começa com tudo lindo, passa pelo conflito e reinicia com o pedido de perdão e a promessa de melhora. Tem a ver com a destruição da sua autoestima.

Crescemos entendendo que mulheres de sucesso são amadas.

Nenhuma outra realização é mais importante do que ser escolhida, do que o amor romântico. E a mulher sempre pode fazer mais para manter a relação, segurar o homem e ter uma família unida.

As princesas dos contos de fadas.

As mocinhas das novelas.

As protagonistas dos livros.

As estrelas de cinema.

Para refletir e repassar:

Nenhuma mulher precisa se dar ao respeito.

O respeito é nosso por direito, não um prêmio por bom comportamento.

Você não precisa mudar pra caber numa relação saudável.

Pode mudar? Claro, mas é sempre bom refletir: é por mim ou pelo outro?

Não aponte o dedo pra “mulher trouxa“.

Não dá para ensinar mulheres que seu valor está ligado a um relacionamento… e depois culpá-las por acreditar. Por ignorar microvi*lências, não ouvir sua intuição, por voltar. Afinal, tudo para manter a família unida. Tudo para manter o “felizes para sempre”.

Tudo bem desistir.

Sim, aprendemos que a mulher certa muda o homem “errado”. Talvez, ele só precise de mais uma chance. Então, é hora de aprendermos que tudo bem desistir.

O amor não precisa ser sofrido para ser real.

Abaixo os amores sofridos, que resistem a tudo e nos quais você precisa mudar e se esforçar para caber. Por mais amores saudáveis, que se expandem e transformam junto com você.

Você já precisou mudar para caber em uma relação?

Essa análise pop te lembrou alguém?

Compartilhe para que outras mulheres fiquem atentas.

Ah! Me acompanhe no@clarafagundespara mais análises e outros conteúdos educativos e feministas.

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Dinheiro traz felicidade, sim.

Hoje eu vim desconstruir essa mentirinha que, mesmo contada infinitas vezes, não virou verdade. Vamos falar sobre dinheiro e planejamento financeiro, sim!

“Dinheiro não compra felicidade”

“Dinheiro só traz problema”

“De que adianta ser rico e triste?”

“Dinheiro complica tudo”

“Dinheiro transforma as pessoas (pra pior)”

Quantas frases como essas você já ouviu?

Aprendemos desde cedo que querer ter mais dinheiro é um desejo egoísta, quase sujo.

“Quer mais dinheiro para quê?”

“Já sei, você quer casar com um homem rico. Esperta…”

“Ué, quer ganhar mais do que seu pai (ou marido)?”

Principalmente em mulheres, ambição e metas financeiras não costumam ser incentivadas. Por quê? Porque não é o dinheiro que importa, é o que ele nos permite fazer.

DINHEIRO COMPRA ACESSOS A:

☑️Educação de qualidade;

☑️Alimentação saudável e variada;

☑️Muitas alternativas de saúde;

☑️Cultura, livros, cinema;

☑️Viagens, lazer…

Dinheiro, das mais diversas formas, abre portas, inclusive aquelas portas que continuam fechadas ou inacessíveis à maioria das mulheres.

POR ISSO, FALAR SOBRE MULHERES&DINHEIRO É FUNDAMENTAL. ​

Meninas precisam aprender, desde cedo, a desejar ter autonomia financeira. Mulheres precisam aprender sobre finanças, economias, investimentos, como evitar dívidas e planejar a vida financeira de maneira geral.

Você foi ensinada a buscar autonomia financeira?

Já teve a sua ambição ridicularizada ou até transformada em “culpa”?

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Conheça Tintaglia, clube do livro e curadoria fantástica!

A Tintaglia é uma curadoria e um clube do livro voltado para debates importantes do mundo real a partir da literatura fantástica, abordando obras de fantasia, ficção científica e horror. As duas categorias de assinatura trazem sempre novos livros, clássicos e contemporâneos, com um recorte global e convidados especiais para uma experiência ainda mais mágica de leitura.

Com duas fundadoras, Claudia e Bianca, a Tintaglia é recente, mas já trouxe especialistas como Rita Von Hunty, Louie Ponto, Ana Rusche… e, bem, Clara Fagundes. Sim! Sou a convidada do mês de julho, quem vai guiar os assinantes nessa leitura dirigida e aprofundada da obra “O poder”, escrita por Naomi Alderman e vencedora do prêmio Baileys de ficção feminina em 2017.

O maravilhoso mundo da fantasia

Sou uma grande entusiasta da literatura fantástica. Cresci apaixonada por sagas como Harry Potter, As Crônicas de Nárnia, As Brumas de Avalon, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, Eragon e O último reino. De Peter Pan ao Grishaverso, da maravilhosa Leigh Bardugo, esse sempre foi o meu gênero favorito, aquele que eu busco quando preciso de aconchego, nostalgia e magia em minha vida.

Assim, quando recebi o convite para ser a especialista que analisaria “O poder”, a resposta não poderia ser outra: claro, vamos nessa.

Conheça “O poder”

Uma ficção especulativa, definida pela própria autora como uma “ficção científica feminista”, “O poder” parte da seguinte premissa: “e se as mulheres – e não os homens – pudessem causar mais danos físicos ao outro sexo? E se o poder mudasse de mãos? O que mudaria no mundo, na política, na religião, na sociedade?”

Nesse universo, as meninas desenvolvem o poder de gerar eletricidade a partir da trama, encontrada em suas clavículas. As meninas podem dar choques e até matar outras pessoas – mas também podem passar esse poder para mulheres mais velhas. Contado a partir de diferentes pontos de vista, acompanhamos as histórias das personagens principais: Roxy, Tunde, Margot e Allie.

A história evolui conforme o próprio poder evolui no mundo. Enquanto o patriarcado rui, acompanhamos a economia, a religião, a política e a cultura se transformarem junto com as personagens. A narrativa é surpreendente e o final, agridoce. Para mim, foi uma leitura intensa, daquele tipo que você mal consegue parar e, quando vê, está acordada de madrugada no meio da semana para terminar só mais aquele capítulo.

Morte, trauma, sarcasmo, sobrevivência, esperança e amor marcam a escrita sensível de Naomi Alderman, que tem como referências grandes nomes como Margaret Atwood, Ursula Le Guin e Octavia Butler.

Por que Tintaglia?

Se você também ama livros de fantasia, ficção científica ou horror e ama a ideia de uma nova experiência de leitura, vai amar receber mensalmente esses tesouros literários. Existem duas categorias de assinatura: o Clube Tesouros Literários e o Clube Entre Mundos.

No primeiro, mensalmente, será lida e analisada uma obra fantástica muito bem selecionada. Além da opção de receber o livro na sua casa, você tem acesso a um kit de leitura, ou seja, um conjunto de conteúdos virtuais exclusivos, pensados para cada fase da leitura, que vão aprofundar a sua experiência e enriquecer sua visão da história.

Já no segundo, a cada temporada, é explorada uma saga literária completa, um livro por mês. Assim como na anterior, você também recebe os livros em casa e um kit de leitura com conteúdos focados especialmente para cada livro da série. Tudo isso preparado por convidados apaixonados pela saga, com os quais você pode interagir durante toda a temporada, compartilhando a sua experiência de leitura.

Os dois clubes podem ser assinados juntos ou separados, com ou sem os livros, de forma anual ou mensal. E as inscrições a cada ciclo são limitadas, então clique para aproveitar. Não, eu não ganho com a sua inscrição, mas recomendo porque o que eu preparei está belíssimo, modéstia à parte.

Você também pode acompanhar a Tintaglia no instagram, onde acontecem lives regulares sobre literatura, magia e temas urgentes da nossa realidade.

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BBB de homens – e a decadência do identitarismo

Uma #AnálisePop sobre a decadência do identitarismo no BBB e em nossas vidas.

Identitarismo, que eu apelidei de ativismo narcisista, é o ativismo que coloca as experiências, dores e necessidades individuais acima de tudo. 

“Eu vivo isso, então eu sei melhor do que ninguém”.

“Você é diferente de mim, então não tem lugar de fala.”


“Cala a boca, privilegiado(a)…”


“A minha vitória é a vitória de todas as pessoas que se parecem comigo!”


“E, se você não pensa assim, então é _____ (insira: machista, racista, gordofóbico, transfóbico) e torce contra todo o meu ‘grupo'”. 

Para essas pessoas, elas representam uma causa inteira e a própria causa é, de longe, a mais importante e urgente de todas.

Portanto, não podem ser contrariadas e vão usar chantagem emocional política para garantir isso, mesmo em situações que são individuais e não coletivas. 

E o que isso tem a ver com BBB?


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Mulheres tóxicas (para não ser ou ter por perto)

Será que estamos prontas para falar sobre isso? Identifique tipos de mulheres tóxicas

Afinal, não existe só homem tóxico. E o objetivo não é naturalizar qualquer coisa só porque veio de mulheres.

Continue lendo para e identificar 7 tipos de mulheres tóxicas para não ser ou ter por perto.

Olímpica™

Todo mundo já foi ou conheceu uma Olímpica™. Ela pode ser uma amiga, prima, colega. É aquela pessoa que transforma qualquer coisa em uma competição e em algo sobre ela.

Você passou por algo ruim?Ela passou por coisa bem pior.

Está comemorando algo massa?Algo muito melhor aconteceu na vida dela.

Reclamou de cansaço?Pfff… Se ela tivesse a sua vida, seria perfeito!

Frases preferidas:
“E eu que…”
“Mas pelo menos…”
“Ah, aí é fácil, quero ver se…”

Guardiã de Homem

Guardiã odeia e vilaniza mulheres e ama e defende homens – os da sua vida e os que nem conhece.

Fulano foi abusivo com a namorada.
“Todo mundo erra, se fosse ruim assim ela teria terminado e pronto…”

Pega o namorado de conversinha com uma mulher.
“Aquela p*** ficou dando em cima dele!”

Um homem é denunciado por estupro e sofre consequências por isso.
“Nossa, mas a vida dele precisa ACABAR por isso? Ela pode estar mentindo…”

Guardiã acredita que, diferente da maioria,é uma mulher que se dá ao respeito.

Regina George

Filha convicta do patriarcado, Regina George faz questão de oprimir e inferiorizar outras mulheres.

Vê todas como suas rivais, principalmente as que considera bonitas. Ainda que, é claro, jamais vá admitir isso.

É embaixadora da pressão estética e será sempre a primeira a comentar sobre o corpo, a pele, o cabelo da outra. Ninguém nunca vai ser magra ou bonita o suficiente para ela.

Regininha se acha infinitamente melhor do que outras mulheres e acredita que as pessoas ao seu redor deveriamagradecerpor tê-la em suas vidas.

A Diferente™

Diferente™ acreditou nas narrativas que ouviu a vida inteira.

Não liga muito pra vaidade, moda, skincare e outras futilidades. É estudiosa, não bebe, odeia balada… e se acha melhor do que as outras que isso.


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