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O corpo feminino é público.

#Explicando a ideia de que o corpo feminino é público.

Uma menina foi estuprada e o seu direito a abortar só foi garantido após pressão popular.

Uma atriz foi estuprada, optou por entregar o bebê à adoção, de forma totalmente legal, e teve a sua intimidade invadida e julgada.

O direito ao aborto seguro foi revogado nos EUA, quase 50 anos depois da sua legalização.

Uma mulher que não quer ser mãe teve a laque-adura negada, porque, para o médico, ela “pode mudar de ideia quando encontrar o cara certo”.

Há planos de saúde solicitando a autorização do marido para mulheres que querem colocar o DIU (um método contraceptivo de longa duração).



Entre 2012 e 2019, mais de 197 mil meninas de até 14 anos tiveram ao menos um filho. (Ministério da Saúde, 2020) 97% das mulheres com mais de 18 anos já sofreram assédio no transporte público e privado no Brasil. 83% não usam certas roupas ou acessórios por medo de sofrer alguma violência. (Pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, 2019)

Situações absurdas só acontecem todos os dias porque mulheres e meninas não têm autonomia sobre seus próprios corpos.

E, ainda assim, o mais comum é que cada questão seja tratada como algo “isolado”.

Assédio nas ruas. Violência doméstica. Feminicídio. Pedofilia. Pressão estética. Cultura do estupro. Criminalização do aborto. Bloqueio à laqueadura e ao DIU. Essas coisas têm algo em comum?

Sim. Todas comprovam uma opressão inerente à cultura patriarcal: os corpos de mulheres e de meninas são considerados públicos.

Eles estão disponíveis para serem:

– Tocados e violados sem consentimento na rua, em casa ou no transporte público;
– Julgados, avaliados, descartados;
– Controlados pelo Estado (composto, em sua maioria, por homens). Outras pessoas, com suas crenças individuais, podem decidir se uma mulher/menina deve ou não se tornar mãe. Muitas vezes, sozinha. Não por acaso, são mais de 11,5 milhões de mães solo no Brasil.

Essas opressões às mulheres, que hoje parecem desconexas, têm uma mesma raiz.

Machismo. Misoginia. Patriarcado. E a ideia, amplamente aceita, de que os corpos das mulheres e meninas são públicos.

Até quando? Quantos “casos isolados” precisam acontecer para que a realidade mude?
Eu não aguento mais. Nós não aguentamos mais.

Compartilhe o post! Precisamos nos unir e educar pessoas, cada vez mais!

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