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Pedro Zanotto

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Coisas impressionantes da última semana que podem te interessar

VER: Dolce&Gabbana Primavera 2016

Sob os motes “Italia is Love” e “Amare Se(lfie) Stesso”, a dupla Domenico Dolce e Steffano Gabbana colocou modelos tirando selfies por todo o percurso da passarela em sua última coleção, direto da Semana de Moda de Milão. Homenagem a uma Italia contemporânea que não perdeu seu tempero tradicional, o desfile contou com uma feira de rua como cenário e estampas claramente alusivas aos souvenirs kitsch das principais cidades italianas. Capri, Roma, Verona, Amalfi, Pisa foram somente algumas que vieram estampadas em meio a monumentos históricos, símbolos locais e bordados floridos. Isso sem falar nos acessórios, desde óculos gigantes a brincos e colares de limões. Lembra muito aquela distante Primavera 2012, com os brincos que imitavam massa e as estampas de frutas. Não merece nem tanto falatório. É mais legal ver. Clique para ler mais

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Como planejar um mochilão #2

Como planejar um mochilão, parte II

Pois bem, você já tem passagens e onde dormir. Agora tá na hora de fazer as malas e botar só coisas realmente importantes lá dentro. Não vou dizer que você não precisa do armário inteiro, estamos trabalhando com a premissa de que esse nível já foi superado. Então vambora, partiu mochilão.

Fotos: minhas de novo.

Au loin la terre diminuant, se change en mer doucement…

4. La comunicazione

Você pode não saber falar nem português direito. Você pode, mas você não precisa. Temos hoje em dia, graças à tecnologia, instrumentos que nos possibilitam aprender as línguas mais variadas, ou ao menos algumas saudações. Porque é muito fofinho quando algum estrangeiro tenta falar a nossa língua. Demonstra, ao menos, que ele saiu de casa pra sair de casa, e não pra ter ficado em casa; em outras palavras, mostrar um pouco de esforço pode fazer toda a diferença no jeito com que as pessoas olham pra você e também no jeito com que você olha outras realidades. Saber dizer obrigado/ thank you/ grazie/ muchas gracias/ dank u/ merci, para mim, é regra. Gentilezas à parte, saber falar inglês já vai fazer com que o perrengue diminua drasticamente. Mas quem escolhe é você.

5. Documentos

Pra ir pro Rio, um RG é suficiente, mas nem sempre é simples assim. Cuidado com as megapromoções, porque algumas oferecem passagens cujo trajeto exige vistos de trânsito, vacinas ou coisas do tipo. Ir para os EUA pelo Canadá, por exemplo, exige um visto de trânsito e ir para a Itália pela Etiópia exige vacinas em algumas circunstâncias (não julgue, às vezes é uma boa opção). Não deixe isso passar, confira 274683475 vezes.

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Πάμε! Clique para ler mais

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Como planejar um mochilão #1

Como planejar um mochilão, parte I!

Todo dia o mesmo guia, mas vou tentar não ser repetitivo e compartilhar o que eu realmente faço antes de viajar, de mochilão ou não, seja pro Rio de Janeyro ou pra outro planeta. Sou daqueles que cresceram ouvindo falar em globalização e, por isso, pegaram gosto por entender o que acontece longe da sua zona de conforto. Aí fui me metendo em intercâmbio, viagem pra ver não-sei-o-quê não-sei-onde, viagem de família com comilanças 24 horas por dia, viagem sozinho-zinho, viagem com mais 10 e por aí vai. Acabei aprendendo algumas coisas que vou compartilhar aqui. Agora dá o play na minha música pré-viajar – de mochilão ou não:

I can sense it, something important is about to happen, it’s coming up…

EDIT: Para ler a parte 2 da série “Como planejar um mochilão”, clique aqui.

1. Faça as pesquisas de passagem no modo anônimo

Você pesquisa mil vezes a mesma passagem aérea e OH ela está aumentando de preço. Sim, há mecanismos que detectam que você está doid@ desesperad@ e vão manipulando o preço. Para evitar maiores complicações cardíacas, põe no modo anônimo e vai. De busão costuma ser mais fácil, basta catar o site da viação que levar-te-á aonde queres. Aliás, tem oClickBus. Ele é tipo o Decolar de busões.

2. Pesquise bem

Sites que eu uso: Decolar, Skyscanner, E-dreams(crie alertas nesses sites para que eles avisem quando o destino que você está de olho tiver alguma promoção) e agora tem o novíssimoGoogle Voos. Para voos dentro da Europa, as companhias aéreas lowcost Ryanair, EasyJete Vueling; baratíssimas, mas tem uma taxa adicional para despachar bagagem se você comprou pela tarifa mais barata. Desse modo, é permitido levar uma só mala de mão, o que é bem difícil no inverno, por exemplo (mas dá, juro que dá, basta arrumar direito). No Brasil, se eu não vou de busão (a viação Expresso Brasileiro, por exemplo, te leva de SP ao RJ confortável e economicamente), eu prefiro Azul sempre. Eles ainda dão bolachas e água. Eu preciso de bolachas e água durante um voo. Ah, oMelhores Destinos e o Passagens Imperdíveis publicam frequentemente várias promoções, que você pode fisgar baixando os aplicativos desses dois sites e recebendo notificações no seu celular. Para destinos complicados, use o Rome2Rio, que é um GoogleMaps+preço dos trechos. Entre e explore by yourself.

3. Passagens compradas, onde dormir?

Se você não tiver nenhum amigo que te ceda um sofá, há diversos tipos de acomodações. Não vou falar aqui das mais fáceis (HOTÉIS), vamos às mais trabalhosas. Na América Latina e na Europa há bons hostels por preços muito amigáveis (vou deixar lá embaixo uma lista de alguns que eu conheço e que você pode ir sem medo de ser feliz). Nos EUA, acho meio caro (ou é essa cotação?), então aconselho humildemente Airbnb ou Couchsurfing.

Pois bem, vamos devagar.

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Explorar

Estrangeiro em Roma

Fotografia: Ren Hang

“Nati per l’espresso”, estava escrito na cafeteira. Atrás do balcão, a proprietária me agradece com os olhos apertados: “glazie!”. Esse é mais um negócio de Roma conduzido por estrangeiros. Nesse caso, uma chinesa no bairro de Quadraro, sudeste da cidade, que talvez não tenha nascido para o espresso, ma lo fa benissimo!

Em uma cidade historicamente borbulhante como Roma, falar de “imigrante” requer ao menos uma pulga atrás da orelha: quem é estrangeiro na cidade que é eterna e que já assistiu a tantas misturanças e confluências? Não me sinto na competência nem na pretensão de matar essa pulga; o que se pode apontar, porém, é que culturas muito diferentes se realçam no contraste com o tecido romano e italiano. “[O estrangeiro] quebra a repetitividade habitual, distrai da norma, do usual. É um elemento de distúrbio e como tal, extraordinário, incontrolável. O estrangeiro é diferente de nós, aquele que inquieta porque não é reconhecível imediatamente” (Valeria Giordano: Immagini e Figure della Metropoli. Mimesis. Milão, 2013).

Dois lugares me impressionam particularmente no exercício de compreensão da Roma de 2014. A Piazza Vittorio Emanuele, que leva o nome de um dos principais nomes da unificação italiana e primeiro rei da Itália. Ali os perfumes dos restaurantes indianos dividem espaço com lojas de acessórios de todo o oriente e negócios familiares chineses, que dão destino à duvidosamente aceleradíssima produção do sudeste asiático. Ah, e tem o Mercato Esquilino (uma frase à parte para ele, é lá que tem guaraná, manga e farinha de mandioca). Clique para ler mais

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