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Clara Fagundes

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Ativismo narcisista: o ativismo limitado à própria vivência

O ativismo narcisista é o ativismo limitado à própria vivência.

Militantes de si mesmos, os ativistas narcisistas reduzem causas coletivas a experiências e dores individuais e, com frequência, invalidam ou reforçam as violências que não vivem.

Dialogar com o ativista narcisista é tarefa difícil, pois discordâncias se tornam acusações e ataques a toda uma causa.

É um ativismo egocêntrico, que usa o “eu” como principal argumento, comprovação e validação.

É uma das razões para movimentos sociais não se fortalecerem com a união.

Para vermos, com uma frequência notável: antirracistas sexistas, feministas xenofóbicas ou liberais, entre outros.

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Sororidade seletiva existe? Mas o que é sororidade?

É provável que você já tenha ouvido falar em “sororidade”. Arrisco dizer, inclusive, que conheça até a sua origem: “soror” quer dizer “irmã” em latim.

Sororidade” seria, portanto, o feminino de fraternidade: “irmandade entre mulheres”.

Sabia disso? Parabéns.

Mas nem se avexe: esse texto também é para você.

Porque a origem da palavra está longe de explicar seu significado.

O que não é sororidade

Antes de explicar melhor o que é, quero falar sobre o que sororidade NÃO é:

– Amar todas as mulheres como irmãs.

– Ser amiga de todas as mulheres.

– Um manual de boas maneiras para ser considerada feminista.

– Concordar com posicionamentos e perdoar, sempre, todas as mulheres.

– Não ter problemas com nenhuma mulher.

– Correr juntas, de mãos dadas, pelos campos floridos do céu feminista.

Então, o que é sororidade?

A “irmandade” do termo não é individual. Ela diz respeito ao que nos une como mulheres. É a compreensão de que não estamos sozinhas ao lidar com questões como o machismo, a cultura do estupro, a cultura da pedofilia, o sexismo no mercado de trabalho, as expectativas sobre o gênero feminino.

Portanto, “sororidade” é a solidariedade coletiva entre mulheres, principalmente para lutar por causas feministas.

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“Virou blogueirinha?” – para não dizer mais

“Virou blogueirinha”?

Inicialmente, “blogueirinha” era quem tinha um blog.

Hoje, é, basicamente, uma mulher que cria conteúdo. Principalmente, conteúdos voltados para temas geralmente associados ao universo feminino.

Moda.

Beleza.

Comportamento.

Decoração.

Dificilmente, a mulher que aborda saúde, educação financeira, política ou esportes vai ser chamada de “blogueirinha”. 

Todas as criadoras são “blogueirinhas”?

Não.

Além do recorte dos temas abordados, ainda há outro que aparece com frequência: a do número de seguidores.

Em geral, as que mais recebem o título de “blogueirinhas” são as que não têm milhões de seguidores. As que acabaram de começar a expor seu trabalho de uma maneira mais consistente nas suas redes sociais. Talvez, seja uma amiga próxima, uma vizinha, uma conhecida distante. 

Essa mulher pode ser uma jornalista, uma publicitária, uma confeiteira, uma maquiadora, uma esteticista, uma arquiteta e por aí vai.

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O mito da futilidade feminina: o que é e como nos afeta?

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”. E você sabe por quê? Porque todo conceito de futilidade é sexista. E, por isso, precisamos falar sobre o mito da futilidade feminina.

O que é “futilidade”?

No dicionário, “futilidade” significa: “banalidade, inutilidade, coisa irrelevante.

Já na prática, curiosamente, a palavra costuma ser associada ao que é comumente entendido como feminino.

Moda é fútil.

Maquiagem é fútil.

Comédias românticas são fúteis.

Livros de romance femininos são fúteis.

E, assim, eu já começo o texto dizendo que todo o conceito popular de futilidade é sexista. Se você não vê sentido nisso, respire fundo e leia até o fim.

Futilidades X interesses

Gostar de futebol, ficção científica, videogames, MMA, relógios, cerveja, sinuca, moto,, poker… Nada disso é visto como fútil. São interesses! Todo mundo precisa de hobbies!

E o que separa os interesses das futilidades?

O gênero.

Enquanto todos esses interesses são associados ao masculino, as futilidades transitam – surpresa! – no universo da feminilidade.

E os números, como sempre, confirmam isso.

A expressão “futilidades femininas” tem nada menos do que 359 (!) mais menções no Google do que “futilidades masculinas”.

Outra camada do sexismo, é válido mencionar, faz com que as mulheres que se atrevem a nutrir interesses “masculinos” sejam frequentemente vistas como vulgares.

A tal da “beleza natural”

Como falar sobre futilidade sem passar pela ideia de beleza natural?

Mulheres que se importam com moda, beleza, corpo são fúteis. As que não se importam são desleixadas e indesejáveis.

A solução, portanto, parece ser só uma: a beleza natural perfeita. A mulher que atende a todas as expectativas do padrão, mas nunca se preocupar com isso. Ela come o que quer, odeia corretivo e lava o cabelo com sabão. Ela não perde tempo com bobagens. Chega aos 50 sem rugas. Ela simplesmente acorda assim.

Infelizmente, a não ser (talvez) por uma ou outra loteria genética, a tal da “beleza natural” está sentada ao lado dos unicórnios na fila das coisas que gostaríamos que fossem reais, mas não são.

O mito da futilidade feminina

Coisas para lembrar antes de chamar uma mulher de fútil por seus interesses ou hobbies.

1. O que você vê como futilidade pode ser a carreira de outra pessoa. Ou um refúgio, lugar de expressão artística, sonho, coleção ou só um passatempo mesmo.

2. Ninguém é produtivo o tempo todo. Você não se entreter com algo que o outro gosta não invalida a atividade. Por incrível que pareça, você não é a régua do mundo.

3. Mulheres são vítimas de pressão estética a vida inteira. É desonesto exigir que não liguem pra aparência por um lado… E, do outro, medir seu valor social por beleza e juventude.

Você já foi chamada de fútil por gostar de moda, maquiagem, beleza e “coisas de menina”? Em que situação? Comente e compartilhe esse texto com mais mulheres para que possamos tirar essa palavra do vocabulário das pessoas!

Ei, acompanhe também o @clarafagundes para mais conteúdos educativos e feministas!

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Para o meu pai

Este texto é uma declaração de amor ao meu pai. Um abraço virtual de uma filha em quarentena em São Paulo. É, também, um pedido concedido. Ele sempre me pede mais posts aqui no blog e não entende porque agora estou postando mais no instagram e no Youtube. “Não se esqueça do blog, viu? E o facebook? Postou alguma coisinha lá esses dias? Eu não vi…” Agora, vai ver. E vai ser para ele.

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