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5 dicas para mulheres que querem viajar sozinhas

O que mulheres que querem viajar sozinhas precisam saber?

Ser mulher é superar obstáculos constantemente e fazer algo sozinha muitas vezes pode ser um deles. Seja ir ao cinema, sair para almoçar ou simplesmente andar na rua. (Leia: Não tenho medo de morar sozinha!) Tudo inspira um cuidado especial. Afinal, transpor a barreira da vergonha e do medo para simplesmente sair sozinha não é algo tão simples. Quando o assunto é viajar, então, nem se fala .

Porém, viajar na sua própria companhia é sinônimo de liberdade, emancipação, amadurecimento e autossuficiência. É uma experiência que toda mulher deveria ter ao menos uma vez na vida. Para inspirá-las, deixo aqui algumas dicas que podem ajudar a tornar essa aventura mais fácil e, quem sabe, ser o empurrãozinho que faltava para que você caia na estrada.

5 dicas para mulheres que querem viajar sozinhas

1. Mantenha alguém informado
Segurança é a nossa primeira preocupação quando se trata de viajar sozinha, por isso, é sempre bom que alguém de confiança saiba seu roteiro e tenha o endereço e os contatos do local onde você vai se hospedar – ou da pessoa, no caso de couchsurfing. Entregue uma listinha com todas as informações antes de ir viajar e informe a pessoa no caso de qualquer mudança. É interessante que essa pessoa saiba também quais serão os meios de transporte que você vai utilizar. Acredite, fazendo isso você e os seus familiares e amigos vão se sentir muito mais tranquilos. Clique para ler mais

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Como planejar um mochilão #2

Como planejar um mochilão, parte II

Pois bem, você já tem passagens e onde dormir. Agora tá na hora de fazer as malas e botar só coisas realmente importantes lá dentro. Não vou dizer que você não precisa do armário inteiro, estamos trabalhando com a premissa de que esse nível já foi superado. Então vambora, partiu mochilão.

Fotos: minhas de novo.

Au loin la terre diminuant, se change en mer doucement…

4. La comunicazione

Você pode não saber falar nem português direito. Você pode, mas você não precisa. Temos hoje em dia, graças à tecnologia, instrumentos que nos possibilitam aprender as línguas mais variadas, ou ao menos algumas saudações. Porque é muito fofinho quando algum estrangeiro tenta falar a nossa língua. Demonstra, ao menos, que ele saiu de casa pra sair de casa, e não pra ter ficado em casa; em outras palavras, mostrar um pouco de esforço pode fazer toda a diferença no jeito com que as pessoas olham pra você e também no jeito com que você olha outras realidades. Saber dizer obrigado/ thank you/ grazie/ muchas gracias/ dank u/ merci, para mim, é regra. Gentilezas à parte, saber falar inglês já vai fazer com que o perrengue diminua drasticamente. Mas quem escolhe é você.

5. Documentos

Pra ir pro Rio, um RG é suficiente, mas nem sempre é simples assim. Cuidado com as megapromoções, porque algumas oferecem passagens cujo trajeto exige vistos de trânsito, vacinas ou coisas do tipo. Ir para os EUA pelo Canadá, por exemplo, exige um visto de trânsito e ir para a Itália pela Etiópia exige vacinas em algumas circunstâncias (não julgue, às vezes é uma boa opção). Não deixe isso passar, confira 274683475 vezes.

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Πάμε! Clique para ler mais

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50 razões para escolher Londres para o seu intercâmbio

Londres é uma cidade incrível para se viver.

Fiz um intercâmbio curto com a Estudar no Exterior por lá há quase dois anos e, desde então, sou 100% embaixadora da cidade como opção de destino para intercâmbios, curtos, longos ou eternos. Se você ainda tem dúvidas, essa lista com as 50 razões para escolher Londres para o seu intercâmbio é pra você.

(Para mais posts da tag “Viajar” do Declara, clique aqui.)

1- O estúdio dos filmes de HP.

A foto é minha e é da sala de Dumbledore <3

A foto é minha e é da sala de Umbridge <3

Imagine o mundo mágico de Harry Potter ao alcance de um ticket. O lugar pra esquecer a coruja que não veio e a infância bruxa que não teve. Se você tem entre 16 e 25 anos, é até improvável que não tenha sentido na pele o que é crescer junto com os livros da saga, aprender com eles e enfrentar filas gigantescas para assisti-los no cinema. É o meu lugar favorito entre todos, sem dúvidas.

2- O transporte público incrível.

Flickr: dchris.

Flickr: dchris.

Linhas de metrô que cobrem toda a cidade, ônibus maravilindos com ar-condicionado/aquecedor e linhas noturnas que garantem que, não importa a hora que você saia, haverá um jeito fácil e rápido de voltar pra casa.

3- A vida noturna.

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Joey bem feliz na Maddox.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Impossível falar em Londres sem citar a vida noturna lotada de opções. Algumas para amar: o Walkabout (pub-balada australiano que é o super point dos intercambistas latinos), o Picadilly Institute (com 5 ambientes e público bem britânico) e a Maddox (famosíssima e queridinha das celebrities).

4- Camden Town.

O meu segundo lugar favorito. Candem Town é a Augusta, a feirinha da Benedito Calixto, a 25 de março, todas misturadas com uma dose extra de charme inglês e pechinchas quase inimagináveis. É possível encontrar jaquetas de couro legítimo por 30 libras, blusas por 7 e colares incríveis por 4. Ah! E o bairro também é conhecido por seus pubs e restaurantes. Tudo de melhor em um só lugar.

5- O Tate Modern.

Essa foto é da exposição de Yayoi Kusama e foi tirada por www.flickr.com:photos:blahflowers

Essa foto é da exposição de Yayoi Kusama e foi tirada por
blahflowers.

O Tate é especial. Ele reune coisas incríveis como: arte, história, design e propaganda. Surrealismo, impressionismo, pop art e exposições temporárias, como essa da foto, conquistam até quem não é apaixonado por museus como eu sou. Museus ? Clique para ler mais

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Sobre intercâmbio, sobre viajar

Sobre intercâmbio, sobre viajar

Quando decidi que iria tentar um intercâmbio, pouco mais de um ano atrás, não sabia bem o que esperar. Muito se diz sobre todas as coisas que se vive em uma viagem, mas até então eu sempre havia me deixado dominar pelo medo do desconhecido: medo de viajar de avião pela primeira vez, de morar sozinha, de aterrissar em um lugar novo, de não ter pessoas queridas imediatamente à minha volta. Viajar era apenas mais uma das questões pessoais que eu postergava pelo simples fato de não poder controlar, predizer, projetar. Mais um dos sonhos que eu reservava a minha imaginação. Até o ano passado, quando consegui uma bolsa para estudar audiovisual por cinco meses em Madrid.

Descobri que viajar é muito mais do que conhecer lugares novos. Viajar é estar 100% sensível a tudo e a todos ao seu redor. É como um grande parêntesis na correria do dia-a-dia, é deixar de se preocupar com a finalidade, com a hora, e curtir o percurso, olhando pela janelinha. A grande questão é que quando se tem um número determinado, curto e finito de dias para se viver e conhecer uma cidade, não há tempo a perder. Cada esquina é única, cada metrô é de um jeito, e só Deus sabe quando você terá a oportunidade de encontrar telhas de uma catedral daquela cor e naquela posição, então vale olhar com atenção. Viajar é como aquele último respiro antes de um mergulho: você quer captar todo o ar que conseguir, pois não sabe ao certo quanto tempo levará para poder voltar a superfície.

Viajar também me ajudou a julgar os pontos fortes e fracos da minha São Paulo; usei e abusei do transporte público e da segurança européia para ir e vir de todos os cantos, mas senti falta do calor, da simpatia, dos abraços e dos sorrisos de estranhos. Por isso mesmo aprendi a valorizar o carinho dos meus amigos daqui, assim como os pequenos avanços conquistados dia-a-dia na Universidade lá; os espanhóis são fechados e têm gênio forte, mas sabem ser gentis e amáveis se você lhes der tempo. Gosto de pensar também que os ensinei a abraçar mais; não há nada melhor para mim do que abraços sinceros, não importa de onde venham os braços. Clique para ler mais

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Estrangeiro em Roma

Fotografia: Ren Hang

“Nati per l’espresso”, estava escrito na cafeteira. Atrás do balcão, a proprietária me agradece com os olhos apertados: “glazie!”. Esse é mais um negócio de Roma conduzido por estrangeiros. Nesse caso, uma chinesa no bairro de Quadraro, sudeste da cidade, que talvez não tenha nascido para o espresso, ma lo fa benissimo!

Em uma cidade historicamente borbulhante como Roma, falar de “imigrante” requer ao menos uma pulga atrás da orelha: quem é estrangeiro na cidade que é eterna e que já assistiu a tantas misturanças e confluências? Não me sinto na competência nem na pretensão de matar essa pulga; o que se pode apontar, porém, é que culturas muito diferentes se realçam no contraste com o tecido romano e italiano. “[O estrangeiro] quebra a repetitividade habitual, distrai da norma, do usual. É um elemento de distúrbio e como tal, extraordinário, incontrolável. O estrangeiro é diferente de nós, aquele que inquieta porque não é reconhecível imediatamente” (Valeria Giordano: Immagini e Figure della Metropoli. Mimesis. Milão, 2013).

Dois lugares me impressionam particularmente no exercício de compreensão da Roma de 2014. A Piazza Vittorio Emanuele, que leva o nome de um dos principais nomes da unificação italiana e primeiro rei da Itália. Ali os perfumes dos restaurantes indianos dividem espaço com lojas de acessórios de todo o oriente e negócios familiares chineses, que dão destino à duvidosamente aceleradíssima produção do sudeste asiático. Ah, e tem o Mercato Esquilino (uma frase à parte para ele, é lá que tem guaraná, manga e farinha de mandioca). Clique para ler mais