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Feminismo: o grande aliado da moda!

Seres humanos são sociais. Nós procuramos meios diversos para transmitir nossas ideias, particularidades e informações. Por causa desse desejo natural, cada um de nós tende a buscar uma maneira de transpor a sua personalidade, tanto para ser incluso em grupos sociais quanto pra influenciar outras pessoas. Então, a moda é um objeto de informação, sim! É através dela que profissionais e pessoas físicas buscam reproduzir seus códigos e, apesar do cenário excludente do universo fashion, o feminismo conseguiu conquistar espaço nesse cenário e tem se tornado um grande aliado da moda. Mais do que isso: o feminismo virou um catalisador de mudanças!

Desfile Dior.

Desfile Dior.

Infelizmente, o mundo da tendências é conhecido por oprimir e excluir diversas mulheres. A partir de regras quase ditatoriais impostas em editoriais de moda e revistas, desconstruir o chamado padrão de beleza torna-se um grande obstáculo. Mas, acreditem, esse mesmo universo já colaborou muito com o feminismo. Um dos marcos dessa colaboração foi quando o estilista Paul Poiret desenvolveu vestidos soltos e mais largos, contrariando a desconfortável moda feminina do século XIX. Contemporânea de Poiret, Coco Channel, famosa mundialmente por sua sucedida grife e trajetória na moda, encabeçou uma campanha a favor do uso de calças. Naquele momento histórico, além de romper com padrões sociais e incentivar mulheres a usar o que quiserem, tornou-se uma aliada do movimento feminista.

Hoje, ao menos em teoria, nós – mulheres ocidentais – podemos usar a roupa que queremos, seja ela um terno, uma minissaia ou um vestido rodado. Graças à nossa luta histórica e diária, conquistamos esse direito. Assim, o que hoje é considerado um fato histórico, naquele período, representou uma ruptura ao sistema. Não faz tantas décadas que as mulheres não podiam entrar em estabelecimentos como restaurantes ou hotéis se estivessem vestidas de forma “inadequada” à época.

Os direitos conquistados até mesmo para a nossa vestimenta contribuem para o avanço do feminismo e a diminuição das desigualdades existentes. O feminismo também levantou pontos a serem aplicados na moda, estimulando a interseccionalidade e a representatividade, tanto de mulheres negras quanto de mulheres gordas. Recentemente, uma modelo brasileira, negra e com vitiligo, estreou uma campanha da loja C&A. A atitude da empresa importa: já passou da hora de empoderar mulheres como a modelo Eliane Medeiros e fazer com que se sintam incluídas na sociedade e no universo fashion.

Modelo Eliane Medeiros, representando as mulheres negras e com vitiligo.

Modelo Eliane Medeiros, representando as mulheres negras e com vitiligo.

Atualmente, nomes importantes no âmbito fashion, como Prada, têm buscado associar tendências e questões sociais. Transmitindo, assim, além de entretenimento e arte, uma visão social mais ampla. Em 2014, Karl Lagerfeld marcou a primavera-verão com um desfile recheado de modelos marchando pelas causas feministas. Trouxe slogans como: “vote em Coco” e “Ladies First”.

Chegou o momento de buscarmos, marcas e indivíduos, olhar para roupas, filmes, livros e outros objetos midiáticos não apenas com um olhar comum, mas com uma visão crítica e sempre refletir no que o criador tentou transmitir. É visto que o feminismo tem ganhado mais espaço na sociedade e também na moda, por isso ele e a moda tendem a se tornar grandes aliados pela busca da equidade de gênero. E aí, que tal vestir a camisa da militância e desfilar por um mundo mais justo?

Leia também: Cinco livros para quem quer saber mais sobre a moda.” 

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