Inspirar, Sentir

Abandone seus guilty pleasures

Foto: Fromage.

“Guilty pleasure” é a expressão em inglês que apelida aquela coisa de que você gosta, mas te faz sentir vergonha ou culpa. Aquela coisa viciante que você não defenderia publicamente e sobre a qual não comenta com os amigos porque tem um certo medinho (ou medão mesmo) de ser julgado. Tudo por causa desse gosto que, provavelmente, não condiz com a imagem que você acredita que as pessoas têm de você.

Explicado o termo, posso voltar ao título do post: abandone todos os seus guilty pleasures – e seja mais feliz. E quando eu digo abandone os guilty pleasures, eu não digo para deixar de ouvir aquela banda que você só ouve como sessão privada no Spotify, ou do reality show do qual você ri publicamente, mas adora assistir no domingo à noite; e nem do estilinho de filmes que você a-d-o-r-a e detestaria que alguém descobrisse.

Digo abandonar os guilty pleasures porque gostar das coisas em segredo é muito mais um problema seu do que das coisas vergonhosas. Já falei por aqui que ninguém liga. Mas, se você ainda não acredita nisso, vou tentar ser mais amena e falar que ninguém liga o tanto que você acha que liga. Por mais que Sandy & Júnior tenham se separado há quase uma década, ninguém vai pensar menos de você porque ainda é a banda que você mais ouve no last.fm, eu prometo. Assim como ninguém mesmo vai deixar de te amar porque você gosta de ouvir sertanejo enquanto corre na esteira.

Sou do tipo que acredita que nada que nos faça feliz e não seja ilegal ou prejudique alguém deveria nos causar vergonha. Ou medo. Mas, se esse argumento também não te convence, uso ainda outro: assumir o que você gosta sem hesitação geralmente bloqueia os comentários negativos. Acredite! Não há graça nenhuma em zoar alguém que assiste The Kardashians se essa pessoa não aparenta ter um pingo de vergonha por isso – e nem deve ter mesmo, ok? Se o seu medo é a zoação alheia, acredite, abandonar os guilty pleasures também por isso é a melhor opção.

E isso vai além de gritar publicamente que você gosta disso ou daquilo. É mais um se sentir na liberdade de ser quem você é, amar o que gosta, fazer o que quer, e entender que você provavelmente não é a única pessoa a gostar de alguma coisa, por mais esquisita que ela pareça. Isso é, o que, para você, é algo vergonhoso de confessar porque difere das coisas que você normalmente gosta, pode ser o estilo favorito de banda, música, filme, roupa de outra pessoa. De outras milhares ou milhões de pessoas.

Esse medo esquisito de ser julgado por algo de que se gosta só incomoda a uma pessoa: você mesmo. Por último, e tão importante quanto, entenda que, se “todo mundo tem seus guilty pleasures“, isso inclui também os seus amigos e todas as pessoas ao seu redor. Abrir mão da sua culpa e da sua vergonha, além de abrir espaço pras confissões alheias, pode até te arranjar uma companhia em seu novo guilty-free pleasure (“prazer sem culpa alguma”). Já pensou?

Eaí, quais são os seus futuros ex-guilty pleasures? <3

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1 comentário

  • Responder Paty BookNerd 15 de setembro de 2015 at 5:10 PM

    Ameeeeei o post, e assino embaixo <3

    Eu já tive muito disso, e fazia umas coisinhas escondidas (tipo ler O Diário da Princesa, já que meu autor favorito sempre foi Stephen King) e depois que parei para pensar, notei que não fazia sentido. Vou me esconder pra quê? Eu não tenho vergonha de nadica de nada da minha personalidade, e hoje eu escuto Backstreet Boys no último volume, leio o que quiser e aonde quiser e, inclusive, assisto Keeping Up With The Kardashians, hahahahaahha <3, falo pra quem quiser ouvir e desde que comecei a agir assim, não recebi nenhum comentário sarcástico, e não perdi nenhuma amizade, porque se fôssemos tão óbvios quanto as pessoas acham, nem teria tanta graça assim tentar nos conhecer mais um pouco.

    Beijo!

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